domingo, 17 de junho de 2012

Ainda há tempo para salvar a Rio+20, diz Marina Silva na Cúpula dos Povos


Jornal do Brasil - Ambiental

16/06 às 21h30 - Atualizada em 16/06 às 21h31

Rio de Janeiro - A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse acreditar que ainda há tempo hábil para um acordo nas negociações, que garantam o sucesso da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Ela participou neste sábado (16) de um ato organizado pelo Comitê em Defesa das Florestas e Desenvolvimento Sustentável contra o Código Florestal, na Cúpula dos Povos, que contou com a presença de diversas lideranças ambientais e representantes do Legislativo.

“O Brasil tem todas as condições de protagonizar um esforço para que façamos uma avaliação verdadeira do que foi feito ou não. Buscar mediar, junto com os demais países, que a crise econômica não pode deixar em segundo plano a crise ambiental. Há tempo, até porque agora a prerrogativa de fazer essa mediação está entregue ao Brasil. É a grande oportunidade de revisitarmos os compromissos e corrigirmos os rumos.”

Segundo Marina Silva, o sucesso da conferência está nas mãos de todos os líderes do planeta, mas o Brasil tem um papel importante."Nós não podemos tirar responsabilidade deles, mas o país anfitrião tem uma responsabilidade maior.”

Perguntada se estava otimista ou pessimista com os rumos da conferência, Marina disse que está persistente. “Cobro que o Brasil continue sendo o país que lidera pelo exemplo. Nós fizemos isso em Copenhague. O Brasil constrangeu os que queriam fazer menos podendo fazer mais quando assumiu metas de redução de dióxido de carbono.”

Sobre o evento que havia participado, contra o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional e vetado em parte pela presidenta Dilma Rousseff, a ex-ministra do governo Lula fez questão de esclarecer que não se tratava de um ato de oposição política.

“Nós não estamos aqui em uma atitude de oposição. É em uma atitude de quem tem posição. E a nossa é que o Brasil não pode perder a chance de continuar avançando na agenda do desenvolvimento sustentável. Não pode mudar sua legislação em nome do lucro imediato, fazendo tábula rasa dos esforços de mais de 30 anos de diferentes governos.”


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Invasão de aranhas gigantes espalha o pânico em aldeia indiana

04 de junho de 2012 11h24 atualizado às 11h53
Equipe de especialistas viajou até o povoado para analisar a espécie desconhecida de aranha. Foto: AFP

Equipe de especialistas viajou até o povoado para analisar a espécie desconhecida de aranha

Foto: AFP
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Comentar 15Os moradores de um povoado indiano situado em um local recôndito do país afirmam ser vítimas de uma invasão de aranhas gigantes muito parecidas com as migalas, mas pertencentes a uma espécie desconhecida para os especialistas locais.
Segundo a imprensa local, cerca de dez pessoas foram hospitalizadas depois de serem picadas por estas aranhas. Outras duas teriam morrido, mas esta informação não foi confirmada.

"Primeiro acharam que era uma brincadeira, mas depois muitos habitantes foram picados por esta espécie particular", declarou por telefone à AFP um sábio da aldeia de Sadiya, no Estado de Assam.

Uma equipe científica viajou ao local dos incidentes, a cerca de 600 km da capital de Assam, Guwahati. "Inspecionamos o local e vimos que (a aranha) é parecida com uma migala, mas ainda não estamos certos da espécie", declarou L. R. Saikia, um cientista do departamento de ciências da universidade de Dibrugarh, em Assam.
"Parece uma aranha agressiva dotada de ganchos mais potentes que a variedade normal dos aracnídeos", explicou à AFP. Foram enviadas várias amostras destas aranhas para serem analisadas por especialistas em aracnologia fora de Assam.

Disponível em : http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5812336-EI8143,00-Invasao+de+aranhas+gigantes+espalha+o+panico+em+aldeia+indiana.html





quarta-feira, 30 de maio de 2012

Meio Ambiente aprova uso de multas ambientais para arborização

30/05/2012 12:08

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou nesta quarta-feira (30) proposta que torna obrigatória a aplicação de 10% do valor arrecadado com multas ambientais em ações de arborização urbana e de recuperação de áreas degradadas. Pela proposta, os recursos deverão ser investidos no município onde ocorreu a infração, segundo critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente.


O texto aprovado foi o substitutivo da relatora, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), ao Projeto de Lei 5987/09, do deputado Roberto Britto (PP-BA). No substitutivo, a relatora incluiu, como objeto de financiamento, as áreas degradadas. O projeto original previa a aplicação do valor apenas nas ações de arborização urbana.

“O crescimento das novas árvores contribui como absorvedor de carbono, diminuindo a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera e seu efeito estufa, responsável pelo aquecimento global e pela consequente mudança climática”, justifica Rebecca.

A deputada ressalta que as árvores têm papel importante no controle da poluição do ar, além de tornarem o clima das cidades mais ameno. “Cidades do porte de São Paulo apresentam temperaturas no centro urbano até 10º C maiores que as encontradas nas áreas periféricas menos urbanizadas e mais arborizadas”, informa. Segundo Rebecca, locais urbanos arborizados conseguem ainda de 15% a 40% de aumento na umidade relativa do ar.

Tramitação

A proposta, de caráter conclusivo, será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-5987/2009

Reportagem – Lara Haje

Edição - Natalia Doederlein

Acesso em : 30 maio 2012.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mistério no Peru por morte de golfinhos e pelicanos

Por Por Luis Jaime Cisneros | AFP1 hora 13 minutos atrás
"A Direção Executiva de Saúde Ambiental determinou às prefeituras que orientem a população sobre o risco de se frequentar as praias onde há golfinhos e pelicanos mortos", assinala o ministério da Saúde.
Ao menos 1.500 aves, a maioria pelicanos, morreram de causa desconhecida nas últimas duas semanas, do mesmo modo que 877 golfinhos, segundo o ministério do Meio Ambiente.
"Enquanto não soubermos com certeza as causas científicas das mortes manteremos as medidas", disse nesta segunda-feira o diretor de proteção ambiental do ministério da Saúde, Bernardo Ausejo.
"Esperamos que dentro de cinco a dez dias" possamos liberar as praias, assinalou Ausejo, em meio à pergunta mais popular do país: o que está matando os golfinhos e pelicanos?
Abraham Levy, presidente da Meteorológica, a principal empresa privada de previsão do tempo no Peru, atribui as mortes ao aquecimento das águas do mar, devido ao fenômeno climático El Niño.
"O último caso de morte em massa de aves marinhas data de 1997 (...) e em ambos houve um importante aquecimento do mar", disse Levy à AFP.
"O aquecimento do mar altera a cadeia alimentar, que é algo complexo que começa com o plancton e acaba nas aves marinhas para as aves, e no lado dos mamíferos acaba nos lobos marinhos...", explicou Levy.
A ex-vice-ministra da Pesca Patricia Majluf disse que a morte das aves se deve à falta de enchovas, que migram para o sul diante do aquecimento das águas, e que os golfinhos são vítimas de um vírus.
O biólogo Carlos Bocanegra, professor da Universidade Nacional de Trujillo (norte), afirma que os golfinhos são vítimas da prospecção de petróleo e gás nas águas do Pacífico norte peruano.
"Não é surpresa a morte dos golfinhos. São os ruídos que estão matando os golfinhos que depois aparecem nas praias", declarou Bocanegra à rádio RPP, descartando a presença de um vírus.
Sobre os pelicanos, Bocanegra concorda que a causa é a ausência de enchovas devido ao aquecimento das águas: "a temperatura do mar em La Libertad (norte) chegou a 22 graus, quando não deve superar os 17 graus".

sábado, 5 de maio de 2012

O que é um Cidadão Verde? 7 Regras para identificar


Por Ricardo Kohn
Eschola.com – 01/05/2012 13:09:00

Muitas pessoas acham que para ser um cidadão verde é essencial possuir uma floresta dentro de casa! Esquecem-se que cada vaso ou canteiro de plantas terá a sua própria fauna e o cidadão vai ficar mesmo é roxo de tanto comprar defensivos para acabar com ela. E não vai conseguir qualquer resultado positivo. Os bichinhos beberão os venenos, mas nem todos subirão aos céus. Os que restarem na sua casa se tornarão imunes e logo procriarão muitos filhotes saudáveis, também insensíveis aos efeitos dos ditos “remédios”.

Imaginemos então que temos uma casa, pequena e confortável (90 m2), com algum terreno ao seu redor, nada exagerado (apenas mais dois metros de perímetro). O que faria com ela um cidadão atento a seu ambiente? Pois veja o que é possível fazer.

1- Uso do terreno – sempre é possível plantar árvores frutíferas, canteiros de espécies que dão flor e canteiros de grama. Pequenas hortas também são muito benvindas. Planejar estes espaços é importante para que o jardim não se transforme em um matagal. E, ao contrário, atraia pássaros e insetos produtivos, como algumas espécies de abelhas. Por fim, amenize o microclima da casa e o de seus vizinhos.

2- Fauna urbana – há diversas espécies da fauna que criam seus habitats junto às atividades do homem. Algumas são desejáveis, outras nem tanto. Nas áreas urbanas, gatos, pássaros, ratos, baratas, formigas e mosquitos são atraídos pelas atividades das famílias. No entanto, os pássaros e as abelhas são bons aliados que todos devemos desejar. Os gatos também e muitas vezes são criados na própria casa. Os pássaros em liberdade, além de iluminarem as pessoas, alimentam-se de frutas e insetos em geral. Cremos que é possível estabilizar a fauna urbana da casa, em função de sua cadeia trófica (quem come quem ou o quê?...).

3- Água – captar e armazenar a água da chuva é uma prática que se torna cada vez mais comum e barata de ser realizada, sobretudo pelo cidadão verde. Essa água deve ser usada para a rega do jardim e para lavar carros e calçadas, reduzindo o consumo de água tratada.

4- Energia – as unidades domésticas de captação de energia solar estão começando a serem utilizadas no Brasil. Permitem economias entre 30 e 50% nas contas de luz. Nada mal...

5- Reuso e reciclagem – nesse item muito cidadão que quer ser verde “entra pelo cano”. Não sabe o que é reuso, o quê reusar, o quê pode ser reciclado, como reciclar ou para onde enviar material reciclável. Propomos que você faça uma pesquisa na internet, pois vai encontrar todas as informações de que precisa. Desde já afiançamos que garrafas pet, papel e papelão, jornais e revistas, vidros, metais, equipamentos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, dentre outros, quando se tornam inservíveis, ou podem ser reusados ou há empresas que os reciclam.

6- Águas servidas – águas da cozinha e dos banheiros são denominadas águas servidas. É possível reduzir a quantidade dessas águas, em especial as águas de descarga dos vasos sanitários. Há como instalar vasos com sucção à vácuo, reduzindo cerca de 70% da água necessária às descargas.

7- Relação com vizinhos – diríamos que as boas relações com nossos vizinhos são um dos principais meios para a formação dos cidadãos verdes. Não temos dúvida de que, ao melhorarmos o ambiente de nossa casa, estaremos beneficiando nossa própria qualidade de vida. Imaginemos se conseguirmos que nossos vizinhos façam coisas semelhantes? Se morarmos em um condomínio as práticas verdes poderão ser todas implantadas com custos mais baixos e com resultados positivos bem maiores para todos.