segunda-feira, 17 de junho de 2013

Metrópole inteligente na Ásia custará menos que Copa do Mundo de 2014


Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/05/2013


 
 
Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos. [Imagem: Divulgação]

Cidades do futuro
Iskandar Malásia - este é nome da primeira "metrópole inteligente" do sudeste asiático.
A cidade está sendo construída com fundações firmes em princípios de integração social, baixas emissões de carbono, economia verde, tecnologias verdes, sustentabilidade e todos os demais conceitos relacionados com uma nova economia mundial.
Mas será que o caminho é realmente investir em cidades? Parece que sim, desde que sejam cidades concebidas em novos formatos.
As Nações Unidas estimam que a população humana passará dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões até 2050 - e mais de 6 bilhões vão viver em ambientes urbanos, um número que é quase o dobro de hoje.
Esse aumento exigirá a construção de uma cidade de 1 milhão de habitantes a cada semana até 2050, segundo cálculos dos especialistas.
Além disso, o estresse ambiental causado por esse intenso crescimento urbano será imenso - mais de 70% das emissões de CO2 hoje se relacionam com as necessidades das cidades.
É por isso que especialistas internacionais afirmam que Iskandar e outros empreendimentos do tipo são modelos para o desenvolvimento urbano sobretudo nos países emergentes, com populações que crescem a taxas mais altas.


Opções para o futuro
E dinheiro para isso também parece não faltar.
Iskandar já se mostrou um poderoso ímã para o investimento privado, incluindo enormes estúdios da Pinewood Films, o primeiro parque temático Legoland da Ásia, e campi remotos de diversas universidades ocidentais, incluindo Universidade Newcastle do Reino Unido, Universidade de Southampton e Marlborough College, todas localizadas na "edu-city" de 140 hectares.
De 2006, quando o projeto foi iniciado, até junho de 2012, Iskandar atraiu US$ 31,2 bilhões em investimentos, 38% dos quais vindos de fontes estrangeiras.
Isso é menos do que custará a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
A diferença é que, em vez de consumo de recursos públicos e estádios sem utilização, a cidade de Iskandar deverá ter um PIB de US$ 93,3 bilhões em 2025, um aumento de 465% em relação a 2005, antes do início do projeto - um PIB per capita de US$ 31.100 dólares.
Além da "metrópole inteligente" de Iskandar, a Malásia está criando "aldeias inteligentes" e "eco-cidades", constituídas de casas a preços acessíveis, instalações educacionais, de formação e de lazer de alta tecnologia e um sistema agrícola criativo, em circuito fechado, proporcionando alimentos e renda suplementar aos moradores das pequenas cidades.

Mudança...


“Você deve ser a mudança que você deseja ver no mundo”. (Mahatma Gandhi)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sustentabilidade...


Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome. - Mahatma Gandhi

Para Refletir...


"No que mais se diferenciam os pássaros do ser humano é na sua capacidade de construir, mas deixando a paisagem como estava”. Robert Lynd

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Educação ambiental será incluída em disciplinas das escolas paranaenses


08/05/2013
A educação ambiental como tema transversal em disciplinas deve ser incluída a partir do ano que vem. Quando as escolas da rede pública e particular se reunirem, no começo de 2014, para oficializar seus programas anuais, o tema educação deverá estar inserido em todos os conteúdos. A notícia foi anunciada, nesta quarta-feira (08), em Londrina, por representantes das secretarias do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Educação e do Ministério Público do Paraná.

A segunda etapa do Seminário “Política de Educação Ambiental do Paraná” reuniu cerca de 200 pessoas para discutir a regulamentação da Lei 17.505/2013 que cria a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental no Paraná.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, explica que de acordo com a lei, as escolas deverão incluir no seu projeto pedagógico o documento que contém as diretrizes e normas da proposta, sem necessariamente criar uma disciplina específica para a educação ambiental.

Cheida explicou que a educação ambiental é a chave para o desenvolvimento sustentável. “Desde cedo a criança precisa conhecer o meio ambiente e saber da importância da sua preservação”, completou.

FASES – O coordenador das promotorias de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual, Saint Clair Honorato dos Santos, disse que a política de educação ambiental será permanente em todas as fases do ensino e terá eixos estruturantes. “Vários temas serão abordados pelas escolas, mas o eixo estruturante deverá abordar o tratamento dos resíduos, a contaminação por venenos e estudo e preservação das bacias hidrográficas da região onde cada escola esta inserida”, afirmou Saint Clair.

O Paraná conta com 2.700 escolas na rede pública de ensino e outras 2 mil escolas particulares registradas na base do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinep-PR), que abrange 211 municípios.

Para a conselheira e representante do Conselho Estadual de Educação, professora Maria Arlete Rosa, o modelo de regulamentação da lei de educação ambiental do Paraná servirá de modelo para o país. “São oito anos de discussão e estudos para chegarmos às diretrizes que vão orientar a aplicação da lei. O Governo do Paraná inova e cria uma política pública de educação ambiental com a participação de todos os segmentos envolvidos”.

PRÁTICA - Débora Perez, técnica pedagógica do Núcleo Regional de Ensino de Londrina, que atende mais de 140 escolas, contou que a implantação está sendo estudada na região. “Estamos conversando com professores de todas as disciplinas e preparando as várias ações que cada um fará a partir do ano que vem”, garantiu.

Para o professor, José Dorival Peres, também representante do Conselho Estadual de Educação, o processo de discussão e implementação da lei é aprendizado para todos. “Juntos, estamos mudando a forma de ensinar e isso vai se refletir em um mundo melhor para as futuras gerações e para o meio ambiente”.

A educação ambiental no ensino formal fará parte dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, da educação básica, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, incluindo a educação superior, educação especial, educação profissional, a educação de jovens e adultos e a educação de comunidades tradicionais.

MEDIDAS - Outra medida importante prevista é a criação de um órgão gestor que coordenará a Política Estadual de Educação Ambiental e o Sistema Estadual de Educação Ambiental. A regulamentação vai estabelecer a ação conjunta das áreas da educação ambiental das secretarias de Educação, do Meio Ambiente, da Saúde, da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Também será criada uma comissão interinstitucional de educação ambiental para acompanhar o processo em todas as regiões do Paraná.

De acordo com o coordenador de educação ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Paulo Roberto Castella, o decreto que regulamenta a Lei, assim como a deliberação do Conselho Estadual de Educação, deverão ser assinados no início de junho. “Este mesmo seminário será realizado em Cascavel e em Paranaguá. A ideia é ouvir as proposições da sociedade regionalmente”, ressaltou Castella.

A Política Estadual de Educação Ambiental do Paraná foi criada em conformidade com a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), sancionada em 1999, e do Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA), articulada com o sistema de meio ambiente e educação em âmbito federal, estadual e municipal.

Disponível em: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=74429&tit=Educacao-ambiental-sera-incluida-em-disciplinas-das-escolas-paranaenses