quarta-feira, 24 de julho de 2013
Foto Lago em Guarapuava (PR)
Disponível em: http://noticias.uol.com.br/album/2013/07/23/onda-de-frio-no-brasil.htm#fotoNavId=pr10502128
domingo, 21 de julho de 2013
Cavalos-marinhos do litoral do Rio de Janeiro correm risco de extinção
ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
Perda de habitat e pesca
Cavalos-marinhos do litoral do Rio de Janeiro correm risco de extinção
06 de maio de 2013 às 10:20
Eles medem pouco mais de dez centímetros, vivem escondidos no mar e são muito cobiçados por colecionadores, por serem belos e exóticos. Ameaçados de extinção, os cavalos-marinhos despertaram a curiosidade de um grupo de pesquisadores do Rio de Janeiro, que, além de estudar as peculiaridades desse tipo de peixe, cuida para que ele seja bem tratado pelo homem.
Criado há dez anos, o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro monitora os animais presentes na Ilha Grande; na Praia João Fernandes, em Búzios; e na Praia da Urca, no município do Rio.
Considerados ‘sedentários’ e pouco ativos, os cavalos-marinhos vivem, em média, 4 anos. Eles não têm predador específico, devido aos anéis ósseos que possuem no corpo, o que os torna ‘impalatáveis’. Apesar da aparente vida tranquila, eles estão ameaçados de extinção e correm o risco de desaparecer da costa brasileira.
Os motivos vão desde a pesca, até a crença de que podem curar doenças. “Há pessoas que os pescam para colocar em aquários, pois eles são coloridos. Já os caiçaras acreditam que curam asma”, conta a coordenadora do projeto, a bióloga Natalie Freret.
Outra causa do desaparecimento é a destruição da região costeira para a construção imobiliária, diminuindo possíveis lares dos cavalos-marinhos.
O projeto liderado pela bióloga também atua em escolas, alertando crianças sobre espécies ameaçadas de extinção. “Peço que as pessoas não comprem cavalos-marinhos, porque eles são retirados da natureza e isso prejudica a saúde e o equilíbrio ambiental”, declara, acrescentando que mergulhadores devem evitar pisar em recifes rochosos, já que é neles que o animal vive.
Adote um cavalo-marinho do Rio
Não é preciso explorar o fundo do mar para ajudar um cavalo-marinho. O site Bicharia recebe doações em dinheiro que financiam projetos com animais em perigo. O valor da contribuição varia de R$ 5 a R$ 500 e a quantia vai para o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro. Com a verba, os pesquisadores pretendem intensificar a ação em Búzios, fazer campanhas de conscientização com turistas e descobrir informações como período de reprodução e habitat de maior ocorrência.
Animais diferentes despertaram paixão do grupo de cientistas
O campo de atuação do Projeto Cavalos-Marinhos do Rio inclui pesquisas em laboratório, análise comportamental e genética das espécies e aulas de educação ambiental.
A bióloga Natalie Freret disse que optou pelos animais por eles serem diferentes. Ao contrário da maioria dos seres vivos, no caso do cavalo-marinho é o macho que fica ‘grávido’, por exemplo. As fêmeas injetam os óvulos em uma bolsa e lá ocorre a fecundação. A gestação dura 25 dias. Para saber com quantas fêmeas o macho cruzou, pesquisadores coletam e estudam os filhotes.
Sobre a análise populacional, a maior concentração foi encontrada em Búzios, com 13 indivíduos. Em outros locais, a média é de cinco cavalos-marinhos. “A população não é fixa e não encontramos sempre os mesmos”, conta.
Segundo ela, o grupo estuda a relação genética entre os cavalos-marinhos do estado. O objetivo é descobrir se as populações foram formadas isoladamente ou se possuem relação entre si. “Encontramos fluxo genético entre os cavalos-marinhos. Há filhotes levados pela correnteza, que acabam crescendo em outro local e lá se multiplicam”, explica a especialista.
Fonte: O Dia
Disponível em: http://www.anda.jor.br/06/05/2013/cavalos-marinhos-do-litoral-do-rio-de-janeiro-correm-risco-de-extincao
Criado há dez anos, o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro monitora os animais presentes na Ilha Grande; na Praia João Fernandes, em Búzios; e na Praia da Urca, no município do Rio.
Considerados ‘sedentários’ e pouco ativos, os cavalos-marinhos vivem, em média, 4 anos. Eles não têm predador específico, devido aos anéis ósseos que possuem no corpo, o que os torna ‘impalatáveis’. Apesar da aparente vida tranquila, eles estão ameaçados de extinção e correm o risco de desaparecer da costa brasileira.
Os motivos vão desde a pesca, até a crença de que podem curar doenças. “Há pessoas que os pescam para colocar em aquários, pois eles são coloridos. Já os caiçaras acreditam que curam asma”, conta a coordenadora do projeto, a bióloga Natalie Freret.
Outra causa do desaparecimento é a destruição da região costeira para a construção imobiliária, diminuindo possíveis lares dos cavalos-marinhos.
O projeto liderado pela bióloga também atua em escolas, alertando crianças sobre espécies ameaçadas de extinção. “Peço que as pessoas não comprem cavalos-marinhos, porque eles são retirados da natureza e isso prejudica a saúde e o equilíbrio ambiental”, declara, acrescentando que mergulhadores devem evitar pisar em recifes rochosos, já que é neles que o animal vive.
Adote um cavalo-marinho do Rio
Não é preciso explorar o fundo do mar para ajudar um cavalo-marinho. O site Bicharia recebe doações em dinheiro que financiam projetos com animais em perigo. O valor da contribuição varia de R$ 5 a R$ 500 e a quantia vai para o Projeto Cavalos-Marinhos do Rio de Janeiro. Com a verba, os pesquisadores pretendem intensificar a ação em Búzios, fazer campanhas de conscientização com turistas e descobrir informações como período de reprodução e habitat de maior ocorrência.
Animais diferentes despertaram paixão do grupo de cientistas
O campo de atuação do Projeto Cavalos-Marinhos do Rio inclui pesquisas em laboratório, análise comportamental e genética das espécies e aulas de educação ambiental.
A bióloga Natalie Freret disse que optou pelos animais por eles serem diferentes. Ao contrário da maioria dos seres vivos, no caso do cavalo-marinho é o macho que fica ‘grávido’, por exemplo. As fêmeas injetam os óvulos em uma bolsa e lá ocorre a fecundação. A gestação dura 25 dias. Para saber com quantas fêmeas o macho cruzou, pesquisadores coletam e estudam os filhotes.
Sobre a análise populacional, a maior concentração foi encontrada em Búzios, com 13 indivíduos. Em outros locais, a média é de cinco cavalos-marinhos. “A população não é fixa e não encontramos sempre os mesmos”, conta.
Segundo ela, o grupo estuda a relação genética entre os cavalos-marinhos do estado. O objetivo é descobrir se as populações foram formadas isoladamente ou se possuem relação entre si. “Encontramos fluxo genético entre os cavalos-marinhos. Há filhotes levados pela correnteza, que acabam crescendo em outro local e lá se multiplicam”, explica a especialista.
Fonte: O Dia
Disponível em: http://www.anda.jor.br/06/05/2013/cavalos-marinhos-do-litoral-do-rio-de-janeiro-correm-risco-de-extincao
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Novas exigências no gerenciamento de áreas contaminadas podem estimular mercado de trabalho
Novas exigências no gerenciamento de áreas contaminadas podem estimular mercado de trabalho
Data de publicação: jul 16, 2013Para tratar da questão, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção Rio Grande do Sul (Abes-RS) promove, nos dias 4 e 5 de novembro, o II Seminário Sul-Brasileiro de Gerenciamento de Áreas Contaminadas. O evento ocorre no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.
Com palestras, paineis e discussões, o encontro pretende avaliar a evolução dos estados do Sul no atendimento às exigências definidas pelo CONAMA, as tecnologias de avaliação dos passivos ambientais, além de discutir a questão no que se refere à forma de licenciamento, principalmente em relação às incorporações imobiliárias.
“Contudo, enquanto no Brasil, até pouco tempo atrás, as discussões sobre o tema eram incipientes, o assunto já é pauta na América do Norte e em países da Europa há muito mais tempo”, informa ele, frisando que agora, com a resolução 420/2009, os estados possuem ferramentas mais sólidas para o gerenciamento de áreas contaminadas.
MERCADO AQUECIDO – O CONAMA tornou a avaliação de eventuais impactos no solo e nas águas subterrâneas obrigatória em várias situações. Essa é uma das tantas medidas que levam Zorzi a perceber uma mudança de paradigmas em relação ao controle dos problemas ambientais. Nesse sentido, ele prevê uma significativa abertura no mercado de trabalho brasileiro.
“Inclusive, a Abes-RS instalou, em 2011, um Grupo Técnico de Discussão com a missão, entre outros itens, de criar oportunidades de capacitação e treinamento para o público interessado no gerenciamento de áreas contaminadas”, lembra.
ALTOS CUSTOS - Entretanto, registra o geólogo, antes mesmo de ser uma exigência, algumas empresas já vinham realizando os estudos espontaneamente. “Na maior parte dos casos, elas haviam absorvido, por meio do contato com países estrangeiros, o modelo cultural do Primeiro Mundo”, observa.
Porém, ele fala dos altos custos das avaliações necessárias. “Temos todo o aparato tecnológico para fazer um bom trabalho, mas muitas organizações não possuem condições de arcar com os valores praticados. Assim, podem acabar contratando empresas menos qualificadas, que, consequentemente, elaboram projetos precários”, afirma.
POLÍTICAS PÚBLICAS – Acerca das ações prioritárias para atender às determinações do CONAMA, Zorzi destaca a necessidade de realizar um inventário de áreas contaminadas, publicar a relação das atividades com potencial de contaminação e definir procedimentos e critérios para registro do estágio atualizado quanto à presença de passivos ambientais nas matrículas dos imóveis. Além disso, diz ser fundamental que essas informações estejam integradas entre órgãos federais, estaduais e municipais.
Texto: Helena Moreira Dutra – jornalista
Fotos: Alberto Jacobsen
Assessoria de Comunicação / Abes-RS
Disponível em: http://portal.abes-rs.org.br/?p=14417
terça-feira, 16 de julho de 2013
Cientistas holandeses inventam pavimento que absorve a poluição
Apesar de elevar em 50% o preço do pavimento, tecnologia reduz em até 45% a concentração de poluentes
Uma repórter da BBC visitou uma cidade na Holanda que está testando o pavimento fotocatalítico. O preço da pavimentação, porém, sobe em cerca de 50%.
China, África do Sul e Estados Unidos têm demonstrado interesse no potencial desta nova tecnologia.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Secretaria Estadual de Meio Ambiente apreende madeira ilegal no Piauí
09/07/2013
Secretaria Estadual de Meio
Ambiente apreende madeira ilegal no Piauí
Operação denominada “Aroeira Dois” aconteceu na
região Sul do Estado.
Foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas.
Foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas.
Uma
operação de fiscalização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos
Hídricos (Semar) resultou na apreensão de equipamentos e madeira, lacre de um
matadouro, destruição de fornos e embargo de loteamentos.
A operação denominada ‘Aroeira Dois’ aconteceu na região Sul do Estado, após registro de denúncias. Uma equipe formada por fiscais do órgão e policiais militares percorreu a região do município Morro Cabeça no Tempo, onde ficou constatada a exploração ilegal de aroeira, espécie que está protegida por lei.
Segundo o fiscal ambiental Francisco Mascarenhas, foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas e prontas para o transporte. Toda a madeira estava sendo colocada em depósitos no meio da mata.
“Quando chegamos aos acampamentos, os madeireiros fugiram utilizando-se de armas de fogos. Nos acampamentos encontramos moto-serra, motocicletas, uma grande quantidade de alimentos e água, redes para dormir e todo o material que garantiria a manutenção no meio da mata, por pelo menos uma semana”, falou.

A operação denominada ‘Aroeira Dois’ aconteceu na região Sul do Estado, após registro de denúncias. Uma equipe formada por fiscais do órgão e policiais militares percorreu a região do município Morro Cabeça no Tempo, onde ficou constatada a exploração ilegal de aroeira, espécie que está protegida por lei.
Segundo o fiscal ambiental Francisco Mascarenhas, foram apreendidas 240 estacas de aroeiras e 40 toras já beneficiadas e prontas para o transporte. Toda a madeira estava sendo colocada em depósitos no meio da mata.
“Quando chegamos aos acampamentos, os madeireiros fugiram utilizando-se de armas de fogos. Nos acampamentos encontramos moto-serra, motocicletas, uma grande quantidade de alimentos e água, redes para dormir e todo o material que garantiria a manutenção no meio da mata, por pelo menos uma semana”, falou.
Os
fiscais percorreram toda a região em busca de mais acampamentos e encontraram
depósitos de madeira. Também foram notificados dois loteamentos irregulares.
Estes foram embargados por falta de documentação de licenciamento ou execução
de serviços em desacordo com licença expedida.
Ainda de acordo com o fiscal, a região de Morro Cabeça no Tempo vem sendo constantemente, explorada pelos madeireiros, com o desmate ilegal da espécie aroeira.
O fiscal Renato Nogueira explica que alguns madeireiros passam dias, semanas acampados na mata realizando o corte das árvores que é de grande valor comercial, utilizada, principalmente, na construção de imóveis.
A aroeira é uma árvore que pode atingir mais de 20 metros de altura e é uma espécie ameaçada de extinção, protegida por lei federal. Quem realiza corte desta espécie de maneira ilegal, poderá ser responsabilizado criminalmente. Além disso, o indivíduo que infringir a lei estará sujeito à multa.
O tráfico da madeira é destinado para a região dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. “Realizamos a operação acompanhados da Polícia Ambiental, mas não conseguimos efetuar prisões. A multa para este tipo de crime ambiental, considerando uma área superior a 100 hectares, é de R$ 90 mil”, disse Mascarenhas.
Além da madeira apreendida, os fiscais lacraram um matadouro particular na região de Uruçuí. O mesmo já havia sido embargado e descumpria uma determinação da Semar, com a continuidade dos serviços. A multa aplicada é no R$ 50 mil.
Toda a madeira apreendida deverá ser doada para instituições sem fins lucrativos. Já os equipamentos estão no Parque Zoobotânico. Os proprietários poderão resgatá-lo mediante sua apresentação junto à Semar.
Ainda de acordo com o fiscal, a região de Morro Cabeça no Tempo vem sendo constantemente, explorada pelos madeireiros, com o desmate ilegal da espécie aroeira.
O fiscal Renato Nogueira explica que alguns madeireiros passam dias, semanas acampados na mata realizando o corte das árvores que é de grande valor comercial, utilizada, principalmente, na construção de imóveis.
A aroeira é uma árvore que pode atingir mais de 20 metros de altura e é uma espécie ameaçada de extinção, protegida por lei federal. Quem realiza corte desta espécie de maneira ilegal, poderá ser responsabilizado criminalmente. Além disso, o indivíduo que infringir a lei estará sujeito à multa.
O tráfico da madeira é destinado para a região dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. “Realizamos a operação acompanhados da Polícia Ambiental, mas não conseguimos efetuar prisões. A multa para este tipo de crime ambiental, considerando uma área superior a 100 hectares, é de R$ 90 mil”, disse Mascarenhas.
Além da madeira apreendida, os fiscais lacraram um matadouro particular na região de Uruçuí. O mesmo já havia sido embargado e descumpria uma determinação da Semar, com a continuidade dos serviços. A multa aplicada é no R$ 50 mil.
Toda a madeira apreendida deverá ser doada para instituições sem fins lucrativos. Já os equipamentos estão no Parque Zoobotânico. Os proprietários poderão resgatá-lo mediante sua apresentação junto à Semar.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Terra tem lista de 700 espécies ameaçadas e extintas
Por Herton Escobar | Estadão Conteúdo
O número de espécies extintas e ameaçadas de extinção no planeta Terra continua a crescer por causa das atividades humanas, de acordo com a nova versão da Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), divulgada nesta segunda-feira. Mais de 700 espécies de plantas e animais foram adicionadas à lista nas três categorias de ameaça, elevando o total para 20.934.
Entre elas, estão várias espécies de coníferas (árvores com flores em forma de cones ou pinhas, como os pinheiros), que são os maiores e mais antigos seres vivos do planeta. A situação de todo o grupo foi reavaliada, e concluiu-se que 34% das espécies de coníferas estão ameaçadas de extinção.

Araucária teve área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas (Foto: Estadão Conteúdo)
Uma das que correm mais risco é a araucária, ou pinheiro-do-paraná, classificada desde 2006 como criticamente ameaçada. Espécie típica das regiões mais frias e de maior altitude da Mata Atlântica brasileira, ela teve a área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas por causa da conversão de matas nativas em áreas de agricultura e silvicultura.
Agora, com o aquecimento global, pode ser que a coisa piore mais ainda para essa árvore, que prefere temperaturas mais amenas. “A modelagem do impacto das mudanças climáticas indica que até o final deste século a espécie poderá estar extinta na natureza”, disse o botânico Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.
Joly ressalta que as listas de espécies ameaçadas (dentre as quais as da IUCN são referência mundial) são uma ferramenta científica indispensável para a conservação da biodiversidade. “A recém-criada Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), cuja proposta preliminar do plano de ação 2014-2018, foi colocada em consulta pública na semana passada, utilizará revisões como esta da IUCN, no primeiro diagnóstico global previsto para o final de 2018”, afirma. A IPBES foi criada em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer pela biodiversidade o que o famoso IPCC faz pelas mudanças climáticas. Joly é um dos diretores do Painel Multidisciplinar de Especialistas do órgão.
Estatísticas
Dentre as 20.934 espécies consideradas ameaçadas de extinção na nova lista, 4.090 estão na categoria “criticamente em perigo” (137 a mais do que na anterior). Algumas recebem até mesmo uma anotação como “possivelmente extintas”, quando já não são vistas na natureza há algum tempo. Como, por exemplo, um camarão de cavernas da Flórida que passou para essa categoria. O grupo dos camarões de água-doce foi avaliado por completo pela primeira vez nesta revisão: 28% estão ameaçados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/terra-tem-lista-700-esp%C3%A9cies-amea%C3%A7adas-extintas-121000204.html
O número de espécies extintas e ameaçadas de extinção no planeta Terra continua a crescer por causa das atividades humanas, de acordo com a nova versão da Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), divulgada nesta segunda-feira. Mais de 700 espécies de plantas e animais foram adicionadas à lista nas três categorias de ameaça, elevando o total para 20.934.
Entre elas, estão várias espécies de coníferas (árvores com flores em forma de cones ou pinhas, como os pinheiros), que são os maiores e mais antigos seres vivos do planeta. A situação de todo o grupo foi reavaliada, e concluiu-se que 34% das espécies de coníferas estão ameaçadas de extinção.
Araucária teve área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas (Foto: Estadão Conteúdo)
Uma das que correm mais risco é a araucária, ou pinheiro-do-paraná, classificada desde 2006 como criticamente ameaçada. Espécie típica das regiões mais frias e de maior altitude da Mata Atlântica brasileira, ela teve a área de ocorrência reduzida drasticamente nas últimas décadas por causa da conversão de matas nativas em áreas de agricultura e silvicultura.
Agora, com o aquecimento global, pode ser que a coisa piore mais ainda para essa árvore, que prefere temperaturas mais amenas. “A modelagem do impacto das mudanças climáticas indica que até o final deste século a espécie poderá estar extinta na natureza”, disse o botânico Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.
Joly ressalta que as listas de espécies ameaçadas (dentre as quais as da IUCN são referência mundial) são uma ferramenta científica indispensável para a conservação da biodiversidade. “A recém-criada Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), cuja proposta preliminar do plano de ação 2014-2018, foi colocada em consulta pública na semana passada, utilizará revisões como esta da IUCN, no primeiro diagnóstico global previsto para o final de 2018”, afirma. A IPBES foi criada em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer pela biodiversidade o que o famoso IPCC faz pelas mudanças climáticas. Joly é um dos diretores do Painel Multidisciplinar de Especialistas do órgão.
Estatísticas
Dentre as 20.934 espécies consideradas ameaçadas de extinção na nova lista, 4.090 estão na categoria “criticamente em perigo” (137 a mais do que na anterior). Algumas recebem até mesmo uma anotação como “possivelmente extintas”, quando já não são vistas na natureza há algum tempo. Como, por exemplo, um camarão de cavernas da Flórida que passou para essa categoria. O grupo dos camarões de água-doce foi avaliado por completo pela primeira vez nesta revisão: 28% estão ameaçados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/terra-tem-lista-700-esp%C3%A9cies-amea%C3%A7adas-extintas-121000204.html
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